É preciso melhorar a infraestrutura terrestre para não prejudicar a distribuição das mercadorias
04/11/09
Representantes do Governo Federal e dos governos estaduais do Norte e Nordeste começam a discutir nesta quarta-feira (04), em Fortaleza, um assunto que é muito importante para quem produz, exporta e quer ser competitivo no mercado internacional. É o seminário de logística. Se, por exemplo, você produz melão no Vale do Jaguaribe, uma carga que estraga fácil, e quer mandar para a Europa pelo Porto do Pecém, é importante que a estrada esteja em boas condições e que, ao chegar ao porto, a fruta embarque rapidamente.
Se você está montando uma fábrica no meio do sertão, precisa de máquinas pesadas e tem um porto que receba grandes navios a baixo custo, se tem uma linha de trem para levar, claro que essa instalação vai ficar bem mais barata que levar de caminhão.
Pelos portos do Ceará passam, por ano, mais de 200 mil contêineres com produtos para exportação, mas é preciso melhorar a infraestrutura terrestre para não prejudicar a distribuição das mercadorias que saem e que entram no Ceará.
Porto do Mucuripe. Pelo local, passa boa parte do que é exportado para fora do País. O trigo é a principal matéria-prima comercializada, mas frutas e couro também representam boa parcela do que é exportado. No Porto do Pecém também passa parte do que é vendido ao exterior. Juntos, os dois portos exportam 210 mil contêineres por ano.
Mas a exportação do Estado pode ser afetada pela falta de estrutura dentro e fora dos portos. Como acelerar a chegada de mercadorias ao consumidor? Hoje, as estradas mal conservadas e a demora para colocar e retirar mercadorias do navio elevam o preço do produto.
A estrutura de transporte prejudica o comércio e danifica o produto. No caso do mamão, 3% do que é produzido no Estado são perdidos no caminho da fazenda até o porto.
Para o ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, é preciso integrar o poder publico. Com novos investimentos, o Governo Federal pretende tornar o Ceará mais competitivo.
Para o diretor comercial do Porto do Pecém, a melhora no transporte de cargas para exportação é a única maneira de baratear para o preço final, mas ainda existem desafios.
Dragagem
O Porto do Pecém é do tipo ‘off shore’. O termo em inglês significa que eles está no mar, não na costa. A localização dispensa a manobra de atracação, agiliza a movimentação da carga e, o mais importante, barateia o custo da operação, tornando a mercadoria mais barata e mais competitiva. O Porto do Mucuripe exige a atracação, e não pode competir com outros portos da região, mais modernos e com profundidade para receber navios maiores. O que fazer? Uma dragagem. Um projeto do Governo prevê retirar a areia do porto, em um operação que vai ficar para o ano que vem.
A licitação para contratar a empresa pode ser lançada, em Fortaleza, durante o seminário de logística portuária. Vai ser a segunda tentativa de contratar a dragagem. Na primeira, nenhuma empresa se interessou. Sobre o assunto, o Bom Dia Ceará conversou com Paulo André Holanda, diretor de infraestrutura e gestão do Porto do Mucuripe. Confira a entrevista no vídeo ao lado.
Ampliação
Cerca de R$ 200 milhões devem ser investidos no projeto de ampliação dos portos de Salvador e de Aratu. A empresa que vai fazer a ampliação já foi escolhida e agora só falta aprovação da ordem de serviço por parte do Governo Federal. A previsão é que a obra comece ainda este ano. Confira os detalhes no vídeo ao lado.
Assuntos: Porto do Mucuripe, Porto do Pecém, Secretaria dos Portos do Governo Federal
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