A formação é composta por quatro guitarristas
07/08/09
Quatro guitarristas e mais ninguém. A banda sai do comum, mas faz um som familiar aos nossos ouvidos com influências regionais. O ponto que une os quatro integrantes é o amor pelo mesmo instrumento. Eles se conheceram num curso de música, durante a faculdade. Primeiro veio a idéia de montar um grupo de estudos. Nessa época eles se apresentavam apenas em dupla. Foi só compor a primeira música para juntar todos no mesmo palco: estava formado o “Arlequim dourado”. “Todo mundo já tinha tocado em banda e tinhamos a pretensão de fazer algo mais original”, diz Philipe Brito.
O som é todo instrumental. Eles fazem no máximo algumas vocalizações. Sem letras, a banda procura surpreender a platéia de outra forma. Quem vê a primeira vista pode até pensar que o grupo toca um som barulhento, sem harmonia. Mas basta apurar os ouvidos para perceber que entre eles, a música já está bem ensaiada. “Para armonizar o som das guitarras o segredo é o estudo mesmo”, explica o guitarrista Rodrigo Gadelha.
Rock, baião, jazz, blues, funk e até eletrônico. O grupo mistura tudo. Bem a cara da miscigenação brasileira. Philipe toca guitarra e acrescenta ao arranjo outros sons criados por um aparelho chamado de “sampler”. A banda que antes tinha uma cara bem regional, hoje em dia é mais contemporânea do que nunca. “A idéia que eu tive foi pegar algumas programações de bateria que tem nesse equipamento e colocar dentro das músicas. O resultado é uma influência maior de música eletrônica, como o trance”, explica Philipe
O Arlequim Dourado também apresenta recitais didáticos onde a interação com o público é bem maior. “A gente fala um pouco sobre a estrutura dos instrumentos, conversa sobre os equipamentos, a gente tenta passar um pouco da nossa experiência para os outros”, explica a guitarrista, Paula Martins.
O grupo estava fazendo um show quando foi convidado por um produtor musical para participar da coletânea “instrumental nordeste”. O álbum terá alguns artistas cearenses e a banda vai entrar com a música “Maria Preta”. “A importância desse trabalho é que vai divulgar o som do grupo para outros lugares do Nordeste”, diz Philipe.
O cenário que eles preparam tem uma iluminação psicodélica… tudo para tornar o show ainda mais atrativo. “Quem já viu nosso show vai perceber novidades”, antecipa Caio Viana.
Assuntos: Banda Arlequim dourado
Um trabalho maravilhoso!! Proposta diferente!! O formato da banda, o repertorio, as interpretações… Quatro excelentes músicos e, mais importante, quatro educadores musicais!! Sucesso cada vez mais pra vocês!!
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