Centro de Zoonoses diminuiu recolhimento de animais das ruas
21/10/09
O combate ao calazar pode estar comprometido na capital. Com a decisão da justiça de impedir o sacrifício de cães abandonados, o Centro de Zoonoses praticamente parou de recolher os animais soltos nas ruas.
Que ele é o melhor amigo do homem, quase todos concordam. Mas quando são encontrados soltos nas ruas das cidades, os cães podem representar um risco para a saúde pública. Mas que destino dar para animais capturados pelas carrocinhas e levados para o Centro de Controle de Zoonoses?
Com base em denúncias de crueldade com animais, o Ministério Público entrou com uma ação para impedir a eutanásia dos animais apreendidos. E a justiça determinou que os bichinhos precisam ter outro destino.
A decisão da justiça mudou a rotina do Centro de Controle de Zoonoses. Agora, as seis carrocinhas estão praticamente paradas. Os carros só saem para capturar animais comprovadamente doentes.
Antes da decisão judicial eram capturados toda semana em média 400 animais. Quase todos eram sacrificados. Agora, são cerca de 50 animais por semana. Só este ano foram diagnosticados na capital, 109 casos de calazar em humanos. Seis pessoas morreram. Entre os cães, foram registrados mais de 5 mil casos.
Para o veterinário Sérgio Franco, do Centro de Controle de Zoonoses, a decisão aumenta o risco da doença.
Assuntos: Calazar
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