Ministério Público recomenda o afastamento de Luis Carlos Dantas
26/11/09
O Ministério Público recomenda o afastamento do superintendente da Polícia Civil, Luis Carlos Dantas. Um dos delegados que foi exonerado por ser acusado de torturar presos, prestou novo depoimento nesta quarta-feira (25).
Acusado de tortura contra presos, o delegado Francisco Cavalcante compareceu outra vez à sede da Procuradoria Geral de Justiça. Ele renovou o depoimento da última segunda-feira (23), que foi perdido por causa de uma pane nos computadores. Cavalcante reafirmou ser inocente.
Os delegados Francisco Cavalcante, Alexandra Medeiros e mais três inspetores da Polícia Civil são acusados de torturar quatro presos.
As supostas vítimas das torturas são acusados de envolvimento numa quadrilha de roubo de carros na capital e teriam afirmado que foram agredidos para confessar o envolvimento do superintendente da Polícia Civil, delegado Luis Carlos Dantas, na trama de um atentado contra a delegada Alexandra Medeiros e o inspetor Fernando Cavalcante, em outubro deste ano.
Como o caso aconteceu dentro da Polícia, o Ministério Público tomou a frente das investigações.
De olho na isenção das investigações, o Ministério Público também recomendou o afastamento do delegado Luís Carlos Dantas do cargo de superintendente da Polícia Civil. Mas o secretário de segurança não acatou o pedido.
Um dos promotores do caso, Humberto Ibiapina explicou porque o Ministério Público requisitou o afastamento do superintendente da Polícia Civil.
Nesta quinta-feira (26) os presos que teriam sido torturados vão fazer o reconhecimento dos policiais acusados.
O secretário de segurança Roberto Monteiro informou, através da assessoria de imprensa que vai esperar a conclusão do inquérito policial e da investigação do próprio Ministério Público, para tomar uma decisão sobre o afastamento ou não do suprintendente da Polícia Civil.
Assuntos: Crise na polícia civil, Polícia Civil
Atenção
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